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Cotas para Líderes Femininas

Eventos por Betty Silberstein em 2014-11-27 14:48:48

                

Cotas para Líderes Femininas

Raquel Preto demonstra a sub-representação feminina na política brasileira!

 

A 4ª Edição do Fórum Mulheres em Destaque, organizado por Cris Kerr (Diretora Executiva da CKZ Eventos e idealizadora do Fórum) teve sua abertura dia 25 de novembro, na FECOMÉRCIO-SP.

Um dos importantes debates foi o primeiro painel, cujo tema foi: Cotas para Líderes Femininas: Seria esse o caminho para a Paridade de gênero no Brasil?

As simpáticas palestrantes (conhecedoras profundas do assunto) Luciana Batista (Sócia da Bain & Co.), Luiza Helena Trajano (Presidente do Magazine Luiza), Maria Fernanda Teixeira (Senior Corporate VP da First Data) e Raquel Preto (CEO da Preto Advogados) foram unânimes em defender a necessidade premente de cotas para mulheres em todos os níveis das empresas e órgãos públicos, e não somente na liderança. Afinal, a desigualdade de gênero está profundamente arraigada na sociedade. Não só no Brasil, mas no mundo todo.

Raquel Preto (a simpaticíssima CEO da Preto Advogados, na foto) nos mostrou o vexame institucional que é a sub-representação da mulher na política brasileira. No ranking mundial, perdemos até para a Arábia Saudita, onde 20% do Parlamento é composto por mulheres. Inacreditável desse dado, pois isto significa que suas obscuras burcas não são tão herméticas assim, pois as mulheres árabes conseguem – mesmo que em pequena escala - fazer sua voz ser ouvida na governança do país. E nós, com uma Presidente da República mulher, apresentamos uma porcentagem de participação nos órgãos públicos inferior a 20%. Em pouquíssimos núcleos políticos temos uma paridade homem x mulher. Vale ressaltar que o problema é apartidário. Todos os partidos se mostram iguais no que tange a participação feminina no ambiente político.

Raquel salientou o “óbvio feminino” de hoje: mulheres são a “base da pirâmide”. Muito bem. Realmente somos. Mas já está mais que na hora de mudar isso: precisamos estar também no topo da pirâmide.

Para que nós, nossas filhas e netas não esperem mais 300 anos para que isso aconteça, são necessárias ações práticas e imediatas, por exemplo que as cotas para líderes femininas se tornem leis.

A Noruega (o primeiro país no mundo que adotou o sistema de cotas) provou que a legislação faz a diferença e que acaba trazendo resultados rápidos e diretos, pois após essa lei ter sido criada, em 5 anos 40% das mulheres norueguesas conquistaram cargos em Conselhos. A licença paternidade neste país é obrigatória. O pai precisa ficar em casa quando o filho nasce. Pode escolher a época que quiser: logo após o parto, ou mais adiante, quando a mãe voltar a trabalhar. A partir dessa lei, o gap salarial diminuiu. Houve uma equiparação dos salários entre mulheres e homens.

Realmente há muito o que se fazer neste campo. Independente de como e onde, Raquel foi incisiva em afirmar que a participação das mulheres na Liderança Executiva vai ter um efeito dominó, deflagrando um aumento sensível na participação de mulher em outros cargos e trazendo, sem dúvida, uma série de benefícios para a sociedade como um todo.

Depois desta instigante discussão... É torcer e lutar para que as cotas para líderes femininas se tornem logo uma realidade.

Um grande obrigada à visão das palestrantes!

 

 

 

 

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