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Literando no teatro

Literatura por Renata Barcellos em 2017-12-21 20:05:58

     Nos dias 12 e 13 de dezembro foi encenada a peça O ASSASSINO DE VERMONT, no Teatro Glaucio Gil. Fui convidada pela Dyandreia Portugal à assistir a encenação. O drama ocorre na Mansão Vermont, um lugar onde ocorre o assassinato. O cenário simples é constituído por 2 sofás, 2 cortinas, 6 nichos, 2 cadeiras, 1 mesa e 15 atores:

BRUNA GAGLIANONE, CLÓVIS PONTES

EDIR TEIXEIRA,

EDYLA FRIEDENBERG,

ELOISA HELENA CAVALCANTI

ESTHER PENEDO

GERSON AUGUSTO

HELENA BARROSO

LUIZ FREITAS

LUIZ SCHWARTZMANN

MARCOS MORAES

SONIA ZACHARIAS

VANIA TELLES

VERA BITTENCOURT

ZELIA TELES

 

Em cena, a bela atuação deles nos prende a atenção e nos surpreende devido a quem cometeu o crime e porquê. O roteiro é o assassinato de Velmont ocorrido numa festa com sete amigos iludidos, uma governanta, a filha da governanta, a empregada, um amigo indesejado, a sócia rejeitada e a mulher traída. O texto bem dinâmico e surpreendente foi escrito por: ROGÉRIO GARCIA ((autor e diretor da peça). Um drama com uma pitada de humor aborda as relações de amor e ódio, os segredos e as revelações para as questões:   “Quem matou?... Por que matou?”.

 Miro é quem desencadeia toda a trama no qual as amantes dizem: “Aquele homem perfeito nunca existiu” e “Me envolvi com o Miro”, por exemplo. Ao longo da história, é revelada que uma passagem para Londres foi encontrada no mesmo voo dele e... a partir daí o ápice... a cada instante mais um fator novo e só um pensamento: afinal, quem é o assassino? O desfecho se dá com a bela música Amor marginal cujo cantor é Johnny Hooker para ilustrar o desvendar do mistério: 

Minha flor, não me machuques
Minha dor, não me abuses assim
Não tire mágoas, não tire mágoas de mim
Meu amor, não me invadas com o teu olhar
Não me deixes aqui a gritar no meio do caminho sozinho
Meu amor, não mais deixes escapar nenhum desejo no teu olhar
De pecados proibidos, esquecidos
Respirando mágoas de uma outra dor
Do nosso caso imoral
Desse amor, desse amor marginal, eu vou

Minha flor, não me machuques
Minha dor, não me abuses assim
Não tires mágoas, tire mágoas de mim
Meu amor, não me invadas com o teu olhar
Não me deixes aqui a gritar no meio do caminho sozinho
Meu amor, não mais deixes escapar nenhum desejo no teu olhar
De pecados proibidos, esquecidos
Respirando mágoas de uma outra dor, do nosso caso imoral
Desse amor

Para descobrir quem é o assassino, só indo assistir ao espetáculo. Em março terá mais encenação .... Vale a pena conferir!!! Há tempos não vejo um bom roteiro. Parabéns Rogério!!! E aos dois pela direção: a ele e a Monique!!!

Segundo a também diretora da peça Monique Lafond, há mais de 20 anos oferece oficinas de teatro para a terceira idade (http://www.moniquelafond.com.br/). Geralmente, a adesão maior é por parte das mulheres por motivos como: viuvez e perda de filho. Realizam o curso para entretenimento, levantar a autoestima, trabalhar a memória.... Geralmente, não saem. Revela já ser a terceira montagem deste grupo. Sobre esta peça, diz: “adorei o resultado. Texto difícil de Rogério Garcia. Muito densa. Só uma vez ensaio no teatro”.

 

“O ASSASSINO DE VERMONT”

TEXTO: ROGÉRIO GARCIA

DIREÇÃO: MONIQUE LAFOND & ROGÉRIO GARCIA

LUZ : PAULO  EMYDIO

ARTE: ORRICO DELGADO

 FIGURINO: CRIAÇÃO COLETIVA

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA:  10 ANOS

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